Bem-vindos ao nosso site!!!

Seja bem-vindo ao nosso site!!!


Impostromentro do Brasil

Denuncie: Você é a arma principal de combate a Dengue...

Ministério da Saúde
Estado de Rondônia
Município de Ji Paraná
Secretaria Municipal de Saúde
Vigilância em Saúde /Epidemiologia
Divisão de Controle de Endemias

Você é a arma principal de combate os Mosquitos transmissor da Dengue, Febre Amarela ,Chikungunya e Zica Virus:

Vejam as medidas e prevenções a seguir...

Denuncie:

ADMINISTRAÇÃO: (69) 3424 3029

DENÚNCIA: (69) 3424 3029 - Setor D.C.E. Epidemiologia 69 3416 4173



ENDEREÇO: Rua Manoel Franco Nº 1832, CEP 76908-336.Bairro Nova Brasilia, Ji Paraná Rondônia, Brasil.

MODERADOR:Valdir Madruga,Administrador do Programa Nacional de combate à Dengue. SISPNCD e responsável pelo UBV (Aplicação de inseticida Espacial).

Rafaela da Silva Oliveira: Digitadora dos informes do Programa Nacional de Combate à Dengue. "SISPNCD"

Coordenador - D.C.E.: Samuel Antonio dos Santos.


Supervisor Geral de Campo- D.C.E: Ezequiel Feitosa

####################################################################################################################################

PORTAL DO SERVIDOR PUBLICO DO BRASIL: PÁGINA OFICIAL

PORTAL DO SERVIDOR PUBLICO DO BRASIL: PÁGINA OFICIAL
CURTA NOSSA PSPB

sexta-feira, 17 de abril de 2020

JI PARANA EM MONITORAMENTO DA PREVENÇÃO E COMBATE AOS TEMIDOS ESCORPIÕES!

Divisão de Controle das Endemias de Ji Paraná Ro http://dcejipa.blogspot.com.br/



ESCORPIÃO


   SAMUEL ANTONIO DOS SANTOS: DIRETOR D.C.E
Os Escorpiões procuram alimento durante a noite e frequentemente invadem as nossas residências, onde se instalam sem serem notados, pois durante o dia "desaparecem" em esconderijos escuros e úmidos.



Para capturar alimento e para defesa utilizam-se do seu ferrão venenoso. Os escorpiões proliferam sob pedras, frestas de pedras e barrancos, debaixo de cascas de árvores, em paredes e muros mal rebocados, madeira empilhada, entulhos, caixas de gordura, ralos, forros, etc. Gostam muito de umidade, pouca luz e insetos em abundância (principalmente baratas).


No Brasil entre varias espécies encontramos com muita frequência o "escorpião-amarelo" (Tityus serrulatus), que é considerado o escorpião mais perigoso da América do Sul.

Como prevenir acidentes com escorpiões:

Locais com acúmulo de entulho e lixo são, geralmente, relacionados à presença de insetos e pragas dos mais diversos tipos. Além de vetores de doenças, como as baratas, existem insetos que causam problemas imediatos, podendo levar a pessoa à morte, como no caso os escorpiões.

De acordo com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), nas cidades, os escorpiões surgem em edifícios comerciais e residenciais, armazéns, lojas, madeireiras, depósitos e outros, por meio, principalmente, de instalações elétricas e esgotos.

Com a capacidade de permanecer longos períodos sem se alimentar, podem ficar escondidos de dois a três meses sem se movimentar, o que dificulta sua exposição aos locais onde as aplicações de inseticidas químicos são realizadas.


Atitudes importantes para evitar a ocorrência de escorpiões:

Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico, material de construção nas proximidades;

Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e as) junto a paredes e muros das construções. Manter a grama aparada;

Limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, numa faixa mínima de um a dois metros das casas;

Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois escorpiões podem se esconder neles e picam ao serem comprimidos contra o corpo;

Não por as mãos em buracos sob pedras e em troncos podres. É comum a presença de escorpiões sob dormentes da linha férrea;

Usar calçados e luvas de raspas de couro;

Vedar soleiras das portas e janelas ao escurecer, pois muitos destes animais apresentam hábitos noturnos;

Usar telas em ralos de chão, pias e tanques;

Combater a proliferação de insetos, alimento principal dos escorpiões;

Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vão entre o forro e paredes, consertar rodapés despregados, colocar saquinhos de areia nas portas e telas nas janelas;

Afastar as camas e berços das paredes, evitar que roupas de cama e mosquiteiros se encostem ao chão. Não pendurar roupas nas paredes;

Examinar camisas, blusas e calças antes de vestir. Inspecionar sapatos e tênis antes de usá-los;

Acondicionar lixo domiciliar em recipientes que possam ser mantidos fechados para evitar baratas, moscas ou outros insetos de que se alimentam os escorpiões;

Preservar os inimigos naturais: aves de hábitos noturnos - coruja, joão-bobo, lagartos, sapos, galinhas, gansos, macacos, quatis, etc. (na zona rural).


Acidentes:

São classificados conforme a gravidade, que varia em função do tamanho do escorpião, da quantidade de veneno inoculada, da massa corpórea da vítima e de sua sensibilidade ao veneno:


Leves:

Dor e dormência locais, com tratamento sintomático e anestésico local;


Moderados:


Dor local intensa associada a um ou mais sintomas como náuseas, vômitos, sudorese, salivação discreta, agitação, taquicardia, com indicação de tratamento soroterápico antiescorpiônico via intravenosa e manutenção das funções vitais.


Graves:

Além dos sintomas citados na forma moderada, podem ocorrer vômitos profusos e incontroláveis, sudorese profusa, salivação intensa, prostração, convulsão, coma, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar agudo e choque, podendo levar à morte.


O tratamento é similar ao anterior, porém se deve administrar maiores doses de soro.

No Brasil, a espécie Tityus Serrulatus - popularmente chamada de escorpião amarelo - tem causado acidentes de maior gravidade em relação a outras espécies, notadamente em crianças.


Primeiros Socorros


Lavar o local da picada;

As picadas da maioria dos escorpiões não necessitam de nenhum tratamento especial. Colocar gelo sobre a ferida reduz a dor, da mesma forma que um unguento que contenha uma combinação de um anti-histamínico, um analgésico e um corticosteróide.

Os espasmos musculares, bem como a tensão alta, provocados pela picada podem precisar de medicação.

Usar compressas mornas para alívio da dor;

Deverá ser aplicado um antídoto (antiveneno) a todas as pessoas que não respondam ao tratamento anterior ou que desenvolvam uma reação grave, sobretudo as crianças.

Se possível, levar o animal para identificação;

É importante que a pessoa picada repouse em absoluto na cama.

Não deverão ser ingeridos alimentos nas primeiras 8 ou 12 horas.


Embora a maioria dos acidentes ocorridos no Brasil por escorpiões manifesta-se nas formas leves e moderadas, em casos graves, buscar sempre auxílio médico de imediato, pois o diagnóstico precoce e o tempo decorrido entre a picada e a administração do soro influem na evolução e a manutenção das funções vitais.

INSETIMAX TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NO COMBATE ÀS PRAGAS!








quinta-feira, 16 de abril de 2020

DIVISÃO DE CONTROLE DE VETORES

Divisão de Controle das Endemias de Ji Paraná Ro http://dcejipa.blogspot.com.br/




DIVISÃO DE CONTROLE DE VETORES

SAÚDE   | 2019-08-09 23:43:17     SEMUSA



Atua no combate aos vetores de endemias como: dengue, febre amarela, leishmaniose, malária, doença de chagas. Temos como objetivo pesquisar comportamento de vetores, uso de larvicida e inseticida, quando necessário, fazer levantamento de índice de infestação, visita domiciliar, eliminação de criadouro de Aedes, visitas em ponto estratégico e aplicação de UBVs pesado e portátil. Lei 8080 de 19 de setembro de 1990 que dispõe sobre o fornecimento dos serviços.



Endereço/Telefone:

Avenida Manoel Franco entre t-15 e t-16, n. 1832, bairro Nova Brasília, Ji-Paraná/RO. Telefone: (69) 3424 3029.



Público Atendido:

Demanda espontânea.


Formas de Acesso:

Todo cidadão pode solicitar os serviços tais como: infestação de insetos; aplicação de UBVs pesado e portátil, denunciar criadouro em terrenos baldios com lixo suspeito de foco.

O usuário deverá entrar em contato através do telefone (69) 3424 3029 ou comunicar os Agentes de Endemias que fazem o serviço de rotina em toda cidade.


Horário de Atendimento:

Das 07h e 30min às 13h e 30min, de segundas as sextas-feiras.



Documentos Necessários:

Documentação pessoal.



Forma de Acompanhamento:

O acompanhamento da solicitação poderá ser realizado diretamente na unidade de Controle de Vetores ou por telefone.
Divisão de Controle das Endemias de Ji Paraná Ro http://dcejipa.blogspot.com.br/




DENGUE
O que é?
A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, foi identificada pela primeira vez em 1986. Estima-se que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente no mundo.
Quais são os sintomas?
A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde.
Como é o tratamento?
Não existe tratamento específico para dengue. O tratamento é feito para aliviar os sintomas quando aparecer os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido. Importante não tomar medicamentos por conta própria.
CHIKUNGUNYA
O que é?
A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa "aqueles que se dobram" em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.
Quais são os sintomas?
Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.
Como é o tratamento?
Não existe vacina ou tratamento específico para Chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (anti-inflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda-se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.
ZIKA
O que é?
O Zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegyptie identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda.
Quais são os sintomas?
Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história.Observe o aparecimento de sinais e sintomas de infecção por vírus Zika e busque um serviço de saúde para atendimento, caso necessário.
Como é transmitido?
O principal modo de transmissão descrito do vírus é pela picada do Aedes aegypti. Outras possíveis formas de transmissão do vírus Zika precisam ser avaliadas com mais profundidade, com base em estudos científicos. Não há evidências de transmissão do vírus Zika por meio do leite materno, assim como por urina e saliva. Conforme estudos aplicados na Polinésia Francesa, não foi identificada a replicação do vírus em amostras do leite, assim como a doença não pode ser classificada como sexualmente transmissível. Também não há descrição de transmissão por saliva. É crescente a evidência de que o vírus pode ser sexualmente transmissível. Em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o guia interino de prevenção da transmissão sexual do vírus Zika.
Qual o tratamento?
Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. Também não há vacina contra o vírus. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros vírus. Os casos suspeitos devem ser tratados como dengue, devido à sua maior frequência e gravidade conhecida.
Cuidado com a gestante?
Prevenção Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas. Fiquem, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis. Busque uma Unidade Básica de Saúde para iniciar o pré-natal assim que descobrir a gravidez e compareça às consultas regularmente. Cuidados Vá às consultas uma vez por mês até a 28ª semana de gravidez; a cada quinze dias entre a 28ª e a 36ª semana; e semanalmente do início da 36ª semana até o nascimento do bebê. Tome todas as vacinas indicadas para gestantes. Em caso de febre ou dor, procure um serviço de saúde. Não tome qualquer medicamento por conta própria.
MICROCEFALIA
O que é?
Microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Essa malformação congênita pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas e agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação. A Organização Mundial da Saúde padroniza as definições segundo os seguintes pontos de corte: microcefalia: recém-nascidos com um perímetro cefálico inferior a 2 desvios-padrão, ou seja, mais de 2 desvios-padrão abaixo da média para idade gestacional e sexo; microcefalia grave: recém-nascidos com um perímetro cefálico inferior a 3 desvios-padrão, ou seja, mais de 3 desvios-padrão abaixo da média para idade gestacional e sexo.
Como é feito o diagnóstico?
Após o nascimento do recém-nascido, o primeiro exame físico é rotina nos berçários e deve ser feito em até 24 horas do nascimento. A OMS recomenda que o perímetro cefálico seja medido entre 24 horas após o nascimento e até o 6º dia de vida. Este período é um dos principais momentos para se realizar busca ativa de possíveis anomalias congênitas. Entretanto, somente o médico que está acompanhando a grávida poderá indicar o método de imagem mais adequado. Ao nascimento, os bebês com suspeita de microcefalia serão submetidos a exame físico e medição do perímetro cefálico. Eles serão submetidos a exames neurológicos e de imagem, sendo a Ultrassonografia Transfontanela a primeira opção indicada e a tomografia, quando a moleira estiver fechada. Entre os prematuros, são considerados microcefálicos os nascidos com perímetro cefálico menor que dois desvios padrões.
Como é feito o tratamento?
Não há tratamento específico para a microcefalia. Existem ações de suporte que podem auxiliar no desenvolvimento do bebê e da criança, e este acompanhamento é preconizado pelo Sistema Único da Saúde (SUS). Para orientar o atendimento desde o pré-natal até o desenvolvimento da criança com microcefalia, o Ministério da Saúde desenvolveu o Protocolo de Atenção à Saúde e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika. O documento prevê a mobilização de gestores, especialistas e pro O Protocolo define também as diretrizes para a estimulação precoce dos na fissionais de saúde para promover a identificação precoce e os cuidados especializados da gestante e do bebê, nascidos com microcefalia. Todas as crianças com esta malformação congênita confirmada deverão ser inseridas no Programa de Estimulação Precoce, desde o nascimento até os três anos de idade, período em que o cérebro se desenvolve mais rapidamente.
A estimulação precoce visa à maximização do potencial de cada criança, englobando o crescimento físico e a maturação neurológica, comportamental, cognitiva, social e afetiva, que poderão ser prejudicados pela microcefalia.Os nascidos com microcefalia receberão a estimulação precoce em serviços de reabilitação distribuídos em todo o país, nos Centros Especializados de Reabilitação (CER), Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Ambulatórios de Seguimento de Recém-Nascidos.
A microcefalia pode levar a óbito ou  deixar sequelas?
Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.
Fonte: Ministério da Saúde

Reflexão sobre a participação da comunidade no combate a dengue

Divisão de Controle das Endemias de Ji Paraná Ro http://dcejipa.blogspot.com.br/


Reflexão sobre a participação da comunidade no combate a dengue
Tipo:
Trabalho de Conclusão de Curso
Referência:
Outro(s) Autor(es):
Descritor(es):

Informações Pedagógicas:

(Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família)
Resumo:

A dengue é um grande problema de Saúde Pública que atinge todo o mundo. No Brasil, as condições climáticas tem favorecido a proliferação do mosquito ocasionando um aumento significativo do número de casos nos últimos anos. Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo: analisar as produções científicas sobre a dengue referentes aos cuidados direcionados a esta, sua etiologia, modo de transmissão, período de incubação, período de transmissibilidade, manifestações clínicas, tratamento, notificação, medidas de prevenção e educação e avaliação do impacto da mobilização da população para redução da dengue, no cenário da prática da Estratégia de Saúde da Família. Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica, com levantamento de artigos científicos publicados nos últimos 12 anos (de 1998 a 2009) na base de dados online LILACS, SciELO e Manuais do Ministério da Saúde. Para a coleta de dados utilizamos as palavras chave dengue, cuidados de enfermagem e enfermagem. A literatura consultada indica que o número de casos de dengue está crescendo de forma assustadora em várias regiões brasileiras. Na qualidade de enfermeira da Estratégia de Saúde da Família temos observado, de forma semelhante, um aumento substancial de novos casos de dengue no município de Bela Vista de Minas. Estudos indicam que uma das formas de controle da epidemia da dengue é o combate do mosquito vetor, Aedes aegypti. Para a prevenção da doença é fundamental a participação da comunidade por meio de uma mobilização social. Ampliar os conhecimentos sobre a dengue é algo muito positivo, pois reduz a incidência de casos. Neste contexto a enfermagem tem um papel fundamental na educação da população. O desenvolvimento de ações educativas diminui o impacto econômico para a saúde da população. O fato de vivenciarmos no nosso cotidiano o elevado número de casos de dengue e termos o conhecimento que as medidas de prevenção são bastante simples e eficazes para a sua redução, consideramos de suma importância buscar mecanismos junto com a comunidade local para a construção de propostas de efetivo combate a dengue.

Combate ao Aedes Aegypti: prevenção e controle da Dengue, Chikungunya e Zika

Divisão de Controle das Endemias de Ji Paraná Ro http://dcejipa.blogspot.com.br/




    Combate ao Aedes Aegypti - #CombataOMosquito

    Combate ao Aedes Aegypti: dengue, zika, febre amarela e chikungunya
    O Ministério da Saúde convoca a população brasileira a continuar, de forma permanente, com a mobilização nacional pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré, o Aedes Aegypti.
    O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças. No entanto, a recomendação é não descuidar nenhum dia do ano e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos em qualquer época do ano.
    Por isso, a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito. Essa é a única forma de prevenção. Faça a sua parte. #CombateAedes
    DENUNCIE FOCOS DO MOSQUITO AEDES AEGYPTI:  Quando o foco do mosquito Aedes Aegypti é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores ou pela população, como em terrenos baldios ou lixos acumulados na rua, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada para remover os possíveis focos/criadouros. Faça sua parte!




    Informes Arboviroses


    Dicas para combater o Aedes Aegypti

    Repelentes e inseticidas
    Organizando mutirão para combater o Aedes Aegypti
    Como cuidar de casas e apartamentos no combate ao aedes aegypti?
    Aprenda a limpar os reservatórios de água

    AGORA É LEI: Os agentes de combate a endemias que trabalham no combate ao Aedes Aegypti podem realizar entrada forçada em imóveis públicos e particulares abandonados ou com ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local ou no caso de recusa de acesso.





    Sala Nacional de Coordenação e Controle

    Ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti

    As principais ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti e eliminação das arboviroses, como zika, dengue e chikumgunya, acontecem por diversas formas. A principal dela é atuação consciente e permanente da população.
    No âmbito do Ministério da Saúde, existem:
    • Programas permanentes de prevenção e combate ao mosquito;
    • desenvolvimento de campanhas de informação e mobilização das pessoas;
    • fortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica para ampliar a capacidade de predição e de detecção precoce de surtos da doença;
    • melhoria da qualidade do trabalho de campo de combate ao vetor (mosquito Aedes Aegypti);
    • integração das ações de controle da dengue na atenção básica, com a mobilização dos Programas de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programas de Saúde da Família (PSF);
    • utilização de instrumentos legais que facilitem o trabalho do poder público na eliminação de criadouros em imóveis comerciais, casas abandonadas ou fechadas, terrenos baldios;
    • atuação em vários setores, por meio do fomento à destinação adequada de resíduos sólidos e a utilização de recursos seguros para armazenagem de água;
    • desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e supervisão das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, estados e municípios.
    ATENÇÃOI: Como toda infecção, as doenças provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti (zika, dengue, febre amarela e chikungunya) podem levar ao desenvolvimento síndrome de Guilliain-Barre encefalite e outras complicações neurológicas. Especialmente as regiões com epidemias por Zika Vírus, têm aumento substancial de internações de pacientes com a Guillain-Barré.

    O que a população deve fazer para combater o mosquito Aedes Aegypti?

    A principal ação que a população tem é se informar, conscientizar e evitar água parada em qualquer local em que ela possa se acumular, em qualquer época do ano.
    As principais medidas de prevenção e combate ao Aedes Aegypti são:
    • Manter bem tampado tonéis, caixas e barris de água;
    • Lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água;
    • Manter caixas d’agua bem fechadas;
    • Remover galhos e folhas de calhas;
    • Não deixar água acumulada sobre a laje;
    • Encher pratinhos de vasos com areia ate a borda ou lavá-los uma vez por semana;
    • Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;
    • Colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;
    • Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;
    • Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;
    • Acondicionar pneus em locais cobertos;
    • Fazer sempre manutenção de piscinas;
    • Tampar ralos;
    • Colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento;
    • Não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas;
    • Vasos sanitários externos devem ser tampados e verificados semanalmente;
    • Limpar sempre a bandeja do ar condicionado;
    • Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água;
    • Catar sacos plásticos e lixo do quintal.

    Cuidados na gestação devem ser diáros - contra o mosquito Aedes Aegypti

    Cuidados com a saúde devem ser diários. No período da gravidez, essa atenção com a saúde deve ser redobrada, principalmente em relação ao mosquito da dengue (aegypti) e as doenças que ele pode transmitir (dengue, febre amarela, zika e chikungunya).
    • a gestante deve ser acompanhada em consultas de pré-natal;
    • realizar todos os exames recomendados pelo médico;
    • não consumir bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de droga;
    • não usar medicamentos sem orientação médica.
    Ultimamente, a preocupação com o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, a febre chikungunya e também o vírus Zika, aumentou. O Ministério da Saúde está investigando o nascimento de bebês com microcefalia relacionada ao vírus Zika. Por isso, alguns cuidados, que já devem fazer parte da rotina da população, precisam ser aumentados:
    • Adoção de medidas que eliminem a presença de mosquitos transmissores de doenças e seus criadouros (retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água);
    • Proteção contra mosquitos, com portas e janelas fechadas ou teladas;
    • Uso de calça e camisa de manga comprida e com cores claras;
    • Denúncia de locais com focos do mosquito à prefeitura;
    • Mosquiteiros proporcionam boa proteção pra aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos);
    • Uso de repelentes indicados para gestantes.

    Repelentes

    Os repelentes de uso tópico, aplicado na pele, podem fazer parte dos cuidados contra dengue, chikungunya e Zika. A recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária ) é clara: não há qualquer impedimento para a utilização desses produtos por mulheres grávidas, desde que os repelentes estejam devidamente registrados na Agência. As recomendações de uso descritas no rótulo de cada produto devem ser seguidas à risca. Os produtos à base de DEET não devem ser usados em crianças menores de dois anos. Entre 2 anos e 12 anos, a concentração máxima do produto deve ser de 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Alguns cuidados devem ser observados no uso:
    • Repelentes devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa;
    • A reaplicação deve ser realizada de acordo com indicação de cada fabricante;
    • Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar no corpo, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação.
    • Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.
    Além do DEET, os princípios ativos mais recorrentes em repelentes no Brasil são utilizados em cosméticos: o Icaridin e o IR 3535, além de óleos essenciais, como Citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, estes princípios são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme regulamentação do setor.

    Repelentes ambientais e inseticidas

    Repelentes Ambientais
    Inseticidas, usados para matar mosquitos adultos, e repelentes ambientais, usados para afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas de aparelhos elétricos), também podem ser adotados no combate ao mosquito Aedes aegypti, desde que registrados na Anvisa e sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos. Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa, até o momento. Portanto, todos os produtos anunciados como “naturais”, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela Agência e não possuem eficácia comprovada.

    Zika X Microcefalia

    O aumento de casos de microcefalia em bebês, relacionada ao vírus Zika, está preocupando as gestantes. O risco foi identificado nos primeiros três meses de gravidez. As investigações sobre o tema continuam para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante.
    Os casos de microcefalia reforçam ainda mais a importância dos cuidados para eliminação do mosquito da dengue (aedes aegypiti).

    Aleitamento materno

    Aleitamento MaternoComo não há evidência científica que demonstre a transmissão do vírus Zika pelo leite materno, o Ministério da Saúde recomenda que seja mantido o aleitamento materno contínuo até os dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses de vida. O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. Da mesma forma, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos da América, também recomenda a manutenção da amamentação nesta situação.

    Qual o ciclo do mosquito Aedes Aegypti?

    O ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. Os ovos são depositados em condições adequadas, ou seja, em lugares quentes e úmidos, preferencialmente depositados em lugares próximos a linha d’água, em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas dentro ou nas proximidades das casas, apartamentos, hotéis, ou em qualquer local com água limpa parada. Apesar disso, alguns estudos apontam focos do mosquito em água suja também.
    O macho alimenta-se de seivas de plantas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue humano para o amadurecimento dos ovos, que são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência.
    Combate ao Aedes Aegypti: ciclo do mosquito

    O que é o mosquito Aedes Aegypti?

    Aedes aegypti é o nome científico de um mosquito ou pernilongo que transmite a dengue, febre amarela urbana, além da zika e da chikungunya, doenças chamadas de arboviroses. Possui uma característica que o diferencia dos demais mosquitos, que é a presença de listras brancas no tronco, cabeça e pernas.
    Aedes aegypti não é um mosquito nativo. Originário da África, já foi eliminado do Brasil na história do controle da dengue em 1955, retornando em 1976 por falhas de cobertura de ações do controle. Provavelmente teve sua reintrodução por meio de fronteiras e portos e alcança altas infestações em domicílios localizados em regiões com altas temperaturas e umidades, principalmente na época chuvosa e quente (verão), típica de países tropicais como o Brasil. 
    IMPORTANTÍSSIMO: A dificuldade do controle do mosquito no Brasil é a não uniformidade do cumprimento das diretrizes do programa de controle da dengue, zika e chikungunya em todos os municípios, além da incapacidade da vigilância epidemiológica e entomológica em eliminar todos os focos (criadouros) possíveis existentes em todas as regiões de todas as cidades brasileiras. Por isso, a participação social é fundamental. É necessário que cada um faça sua parte, eliminando todos os possíveis focos de proliferação do mosquito.

    Quais períodos do ano mais favoráveis para surtos de Aedes Aegypti?

    Os maiores casos e epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti ocorrem no período das chuvas, de outubro a março, em razão das condições ambientais estarem mais propícias ao desenvolvimento dos ovos. No entanto, é importante manter higiene e ter cuidado com todos os locais que podem acumular água parada em qualquer época do ano, pois os ovos são resistentes a dessecação e podem sobreviver no meio ambiente 450 dias, bastando pouca quantidade de agua como uma pequena poça para que haja a eclosão das larvas.
    Essa é a forma de prevenção mais efetiva e depende, principalmente, da população.

    O Aedes Aegypti pode sobreviver e transmitir doenças em qualquer época do ano?

    Sim, o mosquito sobrevive e pode transmitir arboviroses em qualquer época do ano. Porém, o aumento do número de casos ocorre nos meses mais quentes e chuvosos pela maior eclosão de larvas, maior disponibilidade de pequenas ou médias acumulações de água nos criadouros diversos e aumento do número de mosquitos adultos.

    Quais são as pessoas mais suscetíveis às doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti?

    A susceptibilidade aos arbovirus é universal. No entanto, fatores de risco individuais, tais como idade, etnia, presença de outra doenças na pessoa e infecção secundária podem determinar a gravidade da doença. Crianças mais novas, particularmente, podem ser menos capazes que adultos de combater os vírus e, consequentemente, têm maior risco e choque por dengue, principalmente. Grupos de pessoas que possuem piores condições socioeconômicas e que vivem em lugares com pior qualidade ambiental também podem ser mais susceptíveis devido a quantidade maior de criadouros para o desenvolvimento das larvas do mosquito, que acontece basicamente em locais onde se acumula água parada.

    Quais as regiões mais suscetíveis ao desenvolvimento do mosquito Aedes Aegypti?

    A distribuição do mosquito Aedes Aegypti é em toda faixa tropical do globo terrestre. Cidades bastante urbanizadas. Locais onde haja o crescimento urbano desordenado com maior número de imóveis ocupados por borracharias, depósitos de materiais de reciclagem, oficinas mecânicas, que possuem menor renda per-capita, que vivem em bairros com maior proporção de ruas sem pavimentação. Locais com maior quantidade de criadouros como piscinas, caixas d’agua parcialmente tampadas, lixos, garrafas, pneus e sucata a céu aberto.

    Quais são as doenças que o mosquito Aedes Aegypti pode transmitir?

    O mosquito Aedes aegypti é transmissor de algumas doenças, conhecidas como arbivorses. É importante ressaltar que somente os mosquitos infectados transmitem a doença.
    As principais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti são:
    • Febre Amarela: febre alta, mal estar, dores musculares, dor de cabeça e calafrios.
      Acesse a página temática de Febre Amarela
    • Dengue: febre alta súbita, dor de cabeça e dor no corpo e articulações, náuseas e vômitos, também podem haver manchas vermelhas no corpo e coceira.
      Acesse a página temática de Dengue
    • Zika: recente no Brasil e que tem provocado muita preocupação, principalmente nas gestantes, pelo fato de estar sendo associada às ocorrências de microcefalia em recém-nascidos.Sintomas: febre não muito alta, dor de cabeça, dor nas articulações, manchas vermelhas no corpo com coceira, vermelhidão nos olhos e cansaço, em algumas pessoas pode não ter nenhum sintoma.
      Acesse a página temática de Zika
    • Chikungunya: doença que ocorre junto com a dengue e cujos sintomas se confundem: febre alta súbita, dor de cabeça constante, manchas vermelhas no corpo com coceira intensa e dor forte nas articulações com inchaço.
      Acesse a página temática especializada de Chikungunya

    Telessaúde - Combate ao Aedes Aegypti

    Os agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e os militares têm um novo canal de informações para o combate ao Aedes aegypti: o telefone 0800 645 3308. O serviço oferece suporte para esclarecimento de dúvidas sobre identificação de focos do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika, além da mobilização da população para o enfrentamento ao vetor. Para médicos e enfermeiros da Atenção Básica, incluindo os participantes do Programa Mais Médicos, o atendimento é feito pelo 0800 644 6543, por meio do registro de identificação profissional e da Unidade Básica de Saúde que o profissional está vinculado. Neste número, são reforçadas as orientações sobre a utilização de serviços de saúde para o atendimento aos casos suspeitos e demais orientações para população sobre diagnóstico e tratamento das doenças causadas pelo mosquito e a microcefalia, além de outras dúvidas clínicas. O esclarecimento pelo 0800 ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, pela central Telessaúde, que integra o Programa Telessaúde Brasil Redes do Ministério da Saúde.

    MITOS E VERDADES SOBRE O MOSQUITO AEDES AEGYPTI E ARBOVIROSES

    Citronela, andiroba e óleo de cravo: estes produtos funcionam para afastar o mosquito Aedes aegypti?
    Essas alternativas não são totalmente ineficazes, mas elas não garantem o resultado que as pessoas esperam com relação ao Aedes aegypti. O indicado é observar o que o Ministério da Saúde recomenda: tirar 10 minutos do tempo de cada um, e o próprio cidadão inspecionar a sua casa, verificar se não há nenhum depósito com a água parada, depósitos expostos à chuva ou qualquer objeto que possa acumular água.
    O mosquito Aedes Aegypti só pica de dia?
    Aedes aegypti tem hábitos diurnos, no interior da residência ele pode ser encontrado, preferencialmente, em locais sombreados e escuros, como por exemplo, atrás da geladeira, atrás das cortinas, atrás do guarda-roupa. O Aedes pode se alimentar de sangue humano durante o dia inteiro. O cidadão deve arejar a casa, abrir as janelas, ventilar o ambiente, pois o inseto tem fotofobia - aversão à luz -. Assim, recomenda-se manter a casa diariamente arejada e clareada. Mas, atenção: se existir algum espécime do vetor dentro de casa, em que o morador passe o dia inteiro fora e inexistir fonte de alimentação, pode ocorrer do Aedes aegypti picar no período da noite. Ele é um mosquito inteiramente adaptado e adaptável ao meio urbano. Comumente, ele pica durante o dia, mas dependendo da necessidade e do ambiente, ele pode picar a noite também.
    O mosquito Aedes Aegypti já nasce infectado pelas doenças que transmite?
    O mosquito pode apresentar partículas virais, no entanto, a carga não é suficiente para infectar outras pessoas. Ele se infecta ao picar um ser humano em seu período de viremia, em que o paciente apresenta os primeiros sintomas, e geralmente dura uma semana.
    O mosquito Aedes Aegypti  se reproduz apenas em água limpa?
    Isso é um mito! Nos últimos 20 anos vem ocorrendo um processo de adaptação biológica no vetor. Hoje, com os altos índices de infestação, a probabilidade da adaptação é alta. Atualmente já encontramos Aedes em fossas, cisternas, boca de lobo, ou seja, depósitos que antes não eram explorados pelo mosquito vêm sendo utilizado para postura dos ovos. É possível encontrar o Aedes aegypti na água suja sim.
    O mosquito Aedes Aegypti pode transmitir o vírus HIV?
    Não. Até o presente momento o Aedes aegypti transmite, comprovadamente, dengue, febre amarela urbana, Zika e chikungunya.
    O mosquito Aedes Aegypti pica em áreas da zona rural?
    Não há registro de grandes infestações ou infestação considerável de Aedes aegypti em área rural neste local há outro Aedes, o Aedes albopictus.

    Recomendações gerais para viajantes no combate ao aedes aegypti

    Independente do destino ou motivo da viagem é importante que o viajante adote medidas para reforçar a proteção contra o mosquito Aedes aegypti, como utilizar repelentes, manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida etc.
    No caso de viagens, as recomendações para prevenir as doenças causadas pelo mosquito da dengue (aedes aegypti) são essas:
    • Ao chegar ao seu local de hospedagem (hotel, pousada, albergue e outros), verifique cuidadosamente se há algum criadouro do mosquito e elimine-o;
    • O risco de infecção por dengue, Chikungunya e vírus Zika podem ser reduzidos, se forem evitadas as picadas.
    • Hospede-se em locais que disponham de telas de proteção nas portas e janelas, especialmente se estiver longe das capitais, ou leve o mosquiteiro/cortinado como alternativa;
    • Em passeios eco turísticos, utilize roupas que protejam o corpo contra picadas de insetos e carrapatos, como camisas de mangas compridas, calças, meias e sapatos fechados;
    • Aplique repelente nas áreas expostas da pele, seguindo a orientação do fabricante;
    • Pessoas infectadas com os vírus Zika, chikungunya ou dengue são o reservatório de infecção para outras pessoas, tanto em casa como na comunidade. Portanto, a pessoa doente, deve seguir as medidas de proteção, evitando a propagação da doença.
    No caso das gestantes, o Ministério da Saúde recomenda que elas façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos nesta fase, além de relatarem aos profissionais de saúde qualquer alteração que perceberem durante a gestação. É importante reforçar que, em qualquer situação, as gestantes precisam consultar seu médico antes de viajar e que é necessário um cuidado especial em viagens. Medidas de prevenção pessoal para gestantes e mulheres em idade fértil com possibilidade de engravidar:
    • Evite ambientes com presença de mosquitos, sem as medidas de proteção recomendadas;
    • Sempre que possível utilize roupas que protejam a maior parte possível da superfície da pele;
    • Os repelentes à base de DEET, icaridin, ou picaridin e IR 3535ou EBAAP, são considerados seguros para uso durante a gestação;
    • Se houver qualquer alteração no seu estado de saúde, comunique o fato aos profissionais de saúde para acompanhamento da gestação;
    • Antes de fechar a casa para viajar, verifique cuidadosamente se há algum criadouro do mosquito e elimine-o.
    • Pessoas infectadas com os vírus Zika, Chikungunya ou Dengue são o reservatório de infecção para outras pessoas, tanto em casa como na comunidade. Portanto, a pessoa doente, deve seguir as medidas de proteção acima citadas. Evitando a propagação da doença.